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Refletindo sobre o fluxo laboratorial
Não
podemos pensar em Fluxo Laboratorial sem refletirmos sobre as fases pré-analítica,
analítica e pós-analítica, pois há um inter-relacionamento
entre elas e como o fluxo deve ser estável e ocorrer de maneira contínua,
devemos ser muito críticos quanto a esses pontos onde há o término
de uma fase e o início de outra.
Importante é também refletirmos um pouco sobre o paradigma Analito X Especialidade, pois, ele muitas vezes não nos deixa enxergar claramente a solução de nossos problemas. Esse paradigma advém das técnicas complexas que até pouco tempo tomavam conta dos nossos laboratórios e isso levou o laboratório a se setorizar ou se departamentalizar, pois era a tamanha a diversidade de técnicas e métodos, que não havia outra saída, senão atribuir a responsabilidade de cada setor ou departamento a profissionais especializados para dar conta das dificuldades causadas pelos métodos e tecnologia envolvidos.
Hoje,
a tecnologia evoluiu de tal forma que o tempo destinado à solução
de problemas técnicos diminuiu muito e consequentemente a carga de responsabilidade
dos especialistas também diminuiu, permitindo a fusão de setores
para que se possa tornar os laboratórios mais produtivos, alterando-se
o paradigma anterior para: Processo.
Ou seja, qual a melhor maneira de se realizar uma grande carga de trabalho com
mais qualidade, menor custo e maior produtividade?
Quando pensamos no processo, devemos voltar nossas atenções para dois "gargalos": fases pré e pós-analítica, uma ves que a fase analítica é de fácil solução com a disponibilidade de equipamentos de alta resolução, capazes de dar conta de grande carga de trabalho e diversificação. O primeiro "gargalo" está relacionado com a chegada das amostras a essa grande estação de trabalho, pois, se isto não acontecer de maneira adequada, haverá ociosidade do equipamento com prejuízo no custo homem e equipamento, podendo não dar conta da produção no tempo ideal. Isso sendo realizado a contento, poderemos ter ainda o "gargalo" da fase pós-analítica, que na maioria das vezes está relacionado com a liberação dos resultados e, consequentemente, não liberar os laudos aos clientes no momento acordado.
Se imaginarmos um laboratório hipotético que realiza 100.000 exames/mês, podemos chegar à conclusão de que a tecnologia disponível pode nos levar a criar um processo capaz de realizar cerca de 80% desses exames e, aplicando-se aí a lei de Pareto, chegaremos à conclusão de que esse laboratório modificado terá 80% de sua carga de trabalho realizada em 20% de seus processos.
Pontos inportantes devem ser levados em consideração para se estabelecer um fluxo laboratorial produtivo:
Todos esses aspectos foram levados em conta na concepção do LCA - Laboratórios Clínicos Associados, localizado em São Paulo, capital. Esse laboratório é a fusão das áreas de hormônios, imunologia, radioimunoensaio, alergia e proteínas específicas de 8 laboratórios, localizados em diferentes regiões do país.
César
A.B.Sanches
Diretor técnico do Laboratório de Análises Clínicas
Previlab
Responsável pelo Projeto Técnico do LCA - Laboratórios
Clínicos Associados